
da janela do meu quarto posso observar várias coisas deslumbrantes, surpreendentes, que nunca imaginei.
Ao fundo, posso ver todos os dias, aos fins de tarde, um esplêndido e radioso pôr-do-sol.
Ainda consigo contemplar o mar enorme, que me dá a satisfação de sentir a sua frescura todas as manhãs com o som das ondas, a espuma que deixa na areia como uma nuvem de algodão doce, este, parece infiltrar-se como se ninguém a pudesse ver. A areia é viscosa e muito delicada tem cor de ouro, muito brilhante.
E, afinal no meio deste incrível mar alcanço uma ilha pequenina com uns arvoredos em tons dourados, uma casa que parece só e uma cabana de palha velha e rugosa, somente isto!
Porém o que mais me impressiona, o que me prende realmente àquela janela todos os dias, são os movimentos rotineiros dos pescadores pobres, todos eles com um rosto de cansaço, vejo-os partir pelo mar fora. Todos eles têm um chapéu verde, um verde tropa e ainda uns calções com cerca de seis ou sete bolsos, vão navegando, num daqueles barcos à vela voltando só à noite, quando a lua já se reflecte no mar sereno.
Enfim, do meu quarto não vejo nada mais nada menos que uma simples e encantadora praia
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